A Africa do Sul 
As primeiras videiras foram plantadas na África do Sul pelos colonizadores Holandeses em 1655, mais especificamente pelo comandante da “Dutch East India Company”, Jan van Riebeeck, que em 1659 escreve em seu diário: “Louvado seja Deus, O Vinho prensado com as uvas do Cabo está Pronto”.

Em 1679 Simon Van der Stel, que era um profundo conhecedor de vinhos e das artes de viticultura e vinificação, é nomeado o governador do cabo e começa assim a plantar uvas em sua fazenda em Constantia e também a introduzir a produção local técnicas mais avançadas de vinificação.

Hendrik Cloete compra as terras pertencentes a Simon van der Stel após sua morte e o seu incessante investimento nas vinhas e processo de produção resultam em um dos mais famosos vinhos da antiguidade, o Vin de Constance.

Este vinho foi preferido por muitos reis e monarcas no lugar dos Yquem, Tokay e Madeira. Rei Louis Philippe enviava emissários franceses para a compra e o Palácio de Buckingham não deixava faltar em sua adega. Napoleão Bonaparte o tomou em seu exílio e muitos artistas da época como Jane Austen, Charles Dickens, Klopstock e Baudelaire não cansavam de citar as maravilhas deste vinho em seus livros.

Outro fator definitivo no desenvolvimento da produção de vinhos neste país foi que em 1688 diversos Franceses Protestantes, os “Huguenotes”, foram expulsos de seu país e encontraram na África do Sul, mais especificamente na região de Franschhoek, um refúgio onde aplicaram todas suas técnicas produtoras de vinho.

Assim como boa parte de todo o mundo a África do Sul sofreu no século XIX com a devastadora peste da Phylloxera e praticamente todas as vinhas foram destruídas. No caminho da reconstrução o crescimento foi desorganizado e podemos dizer que o caminho escolhido pelo governo local foi muito prejudicial para o desenvolvimento da indústria vinícola, e também não podemos esquecer o regime de segregação racial conhecido como “Apartheid”, que gerou para o país uma série de sanções econômicas e acarretou na falta da tecnologia e produtos especializados para o desenvolvimento de uma forte indústria vinícola.

Como descrito acima à história deste maravilhoso país passou por diversas mudanças e podemos constatar que somente após a queda do regime do Apartheid liderado por Nelson Mandela e o partido político ANC, que os produtores locais começaram a contar com um maior suporte para a produção de vinhos de alta qualidade.

Hoje o cenário do país muito mudou e produtores com experiência e visão internacional usam de todo o seu aprendizado ao redor do mundo para produzir excelentes vinhos de classe internacional que exploram novos terroir e novas técnicas de produção usando uvas da mais alta qualidade provenientes de solos centenários.

As mais respeitadas publicações e críticos mundiais já se dão conta da constante evolução da produção de vinhos neste país e a exposição dos vinhos Sul Africanos aos mercados internacionais gera a cada dia mais procura e reconhecimento pelos rótulos deste país.

Experimente e se surpreenda, pois, hoje certamente a África do Sul produz excelentes vinhos que vão desde ótimos custo-benefício até vinhos finos de altíssima qualidade e competitividade internacional.

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